As três abordagens de deep work

John Freeman, autor de The Tyranny of E-Mail, diz que o trabalhador americano médio é distraído mais de 11 vezes por hora, principalmente por e-mail. Não conheço dado similar para trabalhadores brasileiros, mas temo que seja algo bem parecido.

Já mencionado aqui, o livro de Cal Newport, Deep Work, oferece sugestões úteis sobre como podemos atravessar o ruído e os pedidos constantes de atenção para melhor dedicar grandes pedaços dos nossos dias a um trabalho focado. Nesses períodos, desligamos e-mails e mídias sociais, asseguramos que não seremos distraídos pelos outros e focamos em tarefas importantes.

Existem três modos de praticar deep work:

1. A abordagem monástica. "Retire-se do mundo e concentre-se exclusivamente em seu esforço. Mark Twain usava esta abordagem ao escrever; usava seu pequeno galpão, onde se fechava para o mundo e devotava todo o seu foco ao trabalho", resume Thomas Anderson, em artigo publicado pelo site de notícias Business Insider.

2. A abordagem bi-modal. "Em vez de passar seu dia inteiro em isolamento, divida seu dia em dois. Um período pode ser passado com e-mail e mídias sociais desligadas, em trabalho profundo; o outro, trabalhando normalmente", ensina Anderson.

3. A abordagem rítmica. "Esta é a melhor para quem não tem muito tempo disponível. Aqui você bloqueia períodos mais curtos, de 90 minutos, para o trabalho focado", escreve Anderson.