Quer melhorar os outros? Não os compare

Qual o pior tipo de elogio que você pode fazer? Quem pergunta (e responde) é Shawn Achor, um psicólogo e pesquisador de ambientes de trabalho, em artigo para o site Ideas.TED. Ruim mesmo, diz ele, é ser mesquinho no elogiar. "Algumas pessoas tratam o elogio como uma commodity limitada. Acreditam que a chave para o avanço e o sucesso é absorver e acumular o máximo possível de reconhecimento e admiração", escreve Achor. "Esta é a filosofia que aprendemos na escola e mais tarde aprimoramos com eficiência brutal no mundo do trabalho. Mas o que essa gente não consegue reconhecer é que o elogio é, a rigor, um recurso renovável." Para aqueles que reconhecem a importância dos elogios, muitas vezes o problema é elogiar de modo errado. Achor conta que o pior elogio que às vezes recebe depois de uma palestra é "Você foi o melhor orador hoje."

Segundo ele, ao dizer a alguém que ele é "o melhor", você está estabelecendo um limite em sua expectativa quanto ao que essa pessoa pode alcançar. "O que você está fazendo aqui, na realidade, é comparar; não elogiar", adverte Achor. "Se você quer melhorar os outros, não os compare." Para ele, o modo mais fácil de evitar o elogio comparativo é eliminar superlativos, como "o melhor", "o mais rápido", "o mais inteligente", "o mais bonito". No mundo do trabalho, o elogio comparativo aparece na forma de avaliações de desempenho, particularmente aquelas que classificam funcionários em escala numérica. Achor cita um velho ditado: a comparação é ladrão de alegria. "Se queremos, de fato, melhorar os outros, temos de parar de comparar."

Quotas para mulheres em conselhos de administração

As quotas para mulheres em conselhos de administração estão se disseminando. Mas, para a The Economist, existem modos melhores de promover a igualdade de gêneros na cúpula das organizações. Na edição desta semana, pós-carnavalesca, um editorial lembra o pioneirismo norueguês no enfrentamento da disparidade de gênero nos conselhos. "Em meio a objeções dos acionistas, a Noruega introduziu cotas compulsórias requerendo que companhias listadas em bolsa deem a mulheres ao menos 40% de seus assentos em conselhos (partindo de menos de 8% em 2002) ou enfrentem a dissolução", nota a revista.

"A boa notícia é que as cotas não confirmaram os receios de seus críticos", opina a Economist. "No entanto, as evidências até agora também prejudicam o business case para cotas." A revista sublinha um problema: "Elas [as cotas] são uma distração da tarefa de fazer avançar as perspectivas para as mulheres mais abaixo na carreira - o que realmente poderia fazer a diferença para as mulheres e as empresas que as empregam." A íntegra da matéria, em inglês, está neste link.

Trabalhadores descartáveis

"Quando você cresce na França, nenhum dos heróis sobre quem você aprende é um empreendedor. Quando alguém fica rico na França as pessoas imediatamente perguntam: 'O que ele fez para ganhar esse dinheiro? Ele deve ser uma pessoa do mal.'"

A frase é de Brigitte Granville, uma professora da Queen Mary University, de Londres, que foi criada na França. Foi tirada de uma matéria do New York Times sobre a mudança na mentalidade dos franceses em relação aos negócios, na medida em que tentam aproveitar a saída da Grã-Bretanha da União Europeia. Faz pensar que poderíamos trocar França por Brasil e tal frase continuaria perfeitamente válida. Não há heróis empresários por aqui. Mas faz pensar também que o capitalismo não se ajuda quando tem de melhorar a própria reputação. A sede da Europa por trabalho barato alimenta hoje um boom na exploração de trabalhadores descartáveis. Segundo o New York Times, agências de emprego do continente recrutam no momento milhares de migrantes para FoxConn e outras firmas com condições de trabalho e salários que poucos cidadãos europeus aceitariam.

Sem dar bola para a reação contra a globalização por gente que foi deixada para trás, corporações internacionais continuam movendo suas peças no tabuleiro global em busca de trabalho barato e de oportunidades para fazer mais com menos gente.

  

Seu projeto fracassou? E agora?

Seu projeto fracassou? E agora?

"Fracassar de vez em quando é um bom sinal, mas você devia fazer isso direito", diz um artigo da série Quartz at Work

A primeira regra do fracasso é falar sobre o fracasso.

Perry Hewitt, o autor da reportagem, destaca uma lição da indústria de software, onde as equipes conduzem "blameless post-mortens" (ou seja, discussões sobre o problema em que não se buscam culpados) para identificar vulnerabilidades sistêmicas em processos, tecnologia e práticas a fim de aprender e melhorar.

Agilidade emocional

"A beleza da vida é inseparável da sua fragilidade", disse Susan David no TEDWomen 2017.

A Organização Mundial da Saúde diz que a depressão já é a maior causa de invalidez globalmente, superando câncer e doenças cardíacas.

Em uma pesquisa que Susan David conduziu com mais de 70 mil pessoas, ela descobriu que um terço de nós - um terço! - nos julgamos por ter as assim chamadas (equivocadamente) "emoções ruins", como tristeza. Ou raiva. Ou mesmo pesar.

Alternativamente, tentamos por, na marra, esses sentimentos de lado.