Trabalhando remotamente? Que tal um coffee break?

Dica da série Quartz at Work: "Coffee breaks virtuais encorajam trabalhadores remotos a interagir como se estivessem num escritório". E isso é relevante, porque interações cara a cara são possivelmente ainda mais importantes num ambiente remoto.

O artigo de Sid Sijbrandij, CEO da GitLab, parte de uma pergunta: "Sem um escritório, como podem ocorrer encontros causais que conectam pessoas e desencadeiam grandes ideias?" A resposta presumida é: "não podem". "Mas na GitLab encontramos um modo de fazê-los ocorrer", escreve ele.

Vale aqui explicar que GitLab é uma empresa de desenvolvimento de software com 200 funcionários em 39 países, todos eles trabalhando remotamente. 

A solução, claro, são os "coffee breaks virtuais. A explicação de como eles funcionam está aqui, na íntegra do artigo.

 

Para entrar em fluxo com mais frequência

Ainda nos anos 1970, duas décadas antes da criação da psicologia positiva, Mihalyi Csíkszentmihályi , um psicólogo húngaro, cunhou o conceito de flow (estado de fluxo): estar tão envolvido no que se faz que nada mais parece importar. Nas palavras dele, flow é aquele estado mental em que estamos "tão imersos em um sentimento de foco energizado, envolvimento total e prazer (...) que perdemos a sensação de espaço e tempo". Na semana passada, o blog do site de aplicativos de produtividade Zapier publicou um guia com cinco passos para entrar em estado de fluxo. Parte dele é inspirado por um paper de 2014 de Csíkszentmihályi, segundo o qual existem critérios específicos que devem ser atendidos para que você possa entrar em fluxo:

1. Você deve ter metas claras e sensação de progresso.

2. Sua tarefa deve fornecer feedback claro e imediato.

3. Você deve estar em equilíbrio entre os desafios da tarefa em questão e suas próprias habilidades.

"Out-of-office reply"

Tim Herrera, editor da sessão "Smarter Living" do New York Times publicou uma bela newsletter sobre o que escrever em seu "out-of-office reply", mensagem automática que seus interlocutores recebem quando lhe mandam e-mails durante suas férias.

Herrera cita um texto sobre o tema, "The art of out-of-office reply", de Emily Gould, publicado no próprio NYT há dois anos. A matéria trata do difícil equilíbrio entre deixar claro que você está de férias e mostrar que você é um profissional responsável.

"Por um lado, gostaríamos de nos retirar totalmente do escritório e libertar nossas mentes para vagar", afirma Herrera. "Mas, com isso, às vezes vem uma sensação persistente de medo, à medida que nossa caixa de entrada se enche de mensagens não lidas de colegas: se estou muito indisponível, eu vou ser... esquecido? As pessoas vão achar que eu não sou confiável?"

As três abordagens de deep work

John Freeman, autor de The Tyranny of E-Mail, diz que o trabalhador americano médio é distraído mais de 11 vezes por hora, principalmente por e-mail. Não conheço dado similar para trabalhadores brasileiros, mas temo que seja algo bem parecido.

Já mencionado aqui, o livro de Cal Newport, Deep Work, oferece sugestões úteis sobre como podemos atravessar o ruído e os pedidos constantes de atenção para melhor dedicar grandes pedaços dos nossos dias a um trabalho focado. Nesses períodos, desligamos e-mails e mídias sociais, asseguramos que não seremos distraídos pelos outros e focamos em tarefas importantes.

Existem três modos de praticar deep work:

1. A abordagem monástica. "Retire-se do mundo e concentre-se exclusivamente em seu esforço. Mark Twain usava esta abordagem ao escrever; usava seu pequeno galpão, onde se fechava para o mundo e devotava todo o seu foco ao trabalho", resume Thomas Anderson, em artigo publicado pelo site de notícias Business Insider.

2. A abordagem bi-modal. "Em vez de passar seu dia inteiro em isolamento, divida seu dia em dois. Um período pode ser passado com e-mail e mídias sociais desligadas, em trabalho profundo; o outro, trabalhando normalmente", ensina Anderson.

3. A abordagem rítmica. "Esta é a melhor para quem não tem muito tempo disponível. Aqui você bloqueia períodos mais curtos, de 90 minutos, para o trabalho focado", escreve Anderson.

 

A rotina de Elon Musk

Em um TED Talk recente, Elon Musk, o fundador da Tesla e da SpaceX, revelou casualmente que gasta cerca de 2% a 3% de sua semana de trabalho em seu mais recente empreendimento, a Boring Company. Michael Coren, do site de notícias Quartz, foi atrás de entrevistas e perfis de Musk para entender como ele divide seus dias, enquanto ainda consegue dormir seis horas ou mais por noite.

"Se você é Elon Musk, talvez tenha passado a semana administrando duas empresas multibilionárias, três negócios laterais, sonhando acordado com Marte, esticando o tempo para ver cinco filhos e talvez até desfrutando de um jantar romântico", escreve Coren. "A agenda de Musk tem sido objeto de fascínio por anos."

Primeiro, o óbvio. O chefe da Tesla e da SpaceX gasta a amior parte de seu tempo administrando empresas. Sua dedicação já foi até maior do que é hoje. Musk teria reduzido sua semana de trabalho de uma extenuante maratona de 100 horas (logo depois de lançar suas empresas) para uma jornada "mais tolerável" de 80 a 90 horas por semana.

"O sono, no entanto, revelou-se essencial", nota Coren. Sua rotina é levantar às 7 da manhã e ir para a cama depois da uma da madrugada. Isto o deixa com a seguinte divisão para seus dias, entre trabalho (12,1 horas), sono (6 horas) e vida pessoal (5,9 horas). Nos Estados Unidos, a média é a seguinte: trabalho (6,3 horas), sono (7,8 horas) e vida pessoal (9,9 horas).