Procrastinação produtiva?

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O conceito de procrastinação produtiva é um mito. Se ela aumenta sua criatividade, provavelmente não é procrastinação, para começo de conversa. Esta provocação sintetiza um artigo da série "Quartz at Work", publicado por Lila MacLella.

"A procrastinação pode ser o risco ocupacional mais antigo do mundo. Os estudiosos dizem que foi identificado pela primeira vez (...) em textos iranianos que definiram o zoroastrismo, uma religião mundial datada do segundo milênio AC", escreve ela.

"Ultimamente, o hábito ganhou força: um punhado de psicólogos sugerem que empurrar o trabalho com a barriga pode ser benéfico porque aumenta a criatividade." De acordo com Lila, porém, um estudioso de longa data do tema está disposto a acabar com a festa da "procrastinação produtiva". Tim Pychyl, professor de psicologia e diretor do Grupo de Pesquisa da Procrastinação da Universidade de Carleton, diz que a noção de procrastinação produtiva ou ativa é paradoxal e sem sentido.

Meta-análises de pesquisas têm mostrado que a procrastinação pode estar ligada a baixo autocontrole, desempenho fraco e menos sinais de bem estar." Tal conclusão bate de frente com a convicção confortável dos procrastinadores convictos.

Trabalhando remotamente? Que tal um coffee break?

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Dica da série Quartz at Work: "Coffee breaks virtuais encorajam trabalhadores remotos a interagir como se estivessem num escritório". E isso é relevante, porque interações cara a cara são possivelmente ainda mais importantes num ambiente remoto.

O artigo de Sid Sijbrandij, CEO da GitLab, parte de uma pergunta: "Sem um escritório, como podem ocorrer encontros causais que conectam pessoas e desencadeiam grandes ideias?" A resposta presumida é: "não podem". "Mas na GitLab encontramos um modo de fazê-los ocorrer", escreve ele.

Vale aqui explicar que GitLab é uma empresa de desenvolvimento de software com 200 funcionários em 39 países, todos eles trabalhando remotamente. 

A solução, claro, são os "coffee breaks virtuais. A explicação de como eles funcionam está aqui, na íntegra do artigo.

 

Para entrar em fluxo com mais frequência

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Ainda nos anos 1970, duas décadas antes da criação da psicologia positiva, Mihalyi Csíkszentmihályi , um psicólogo húngaro, cunhou o conceito de flow (estado de fluxo): estar tão envolvido no que se faz que nada mais parece importar. Nas palavras dele, flow é aquele estado mental em que estamos "tão imersos em um sentimento de foco energizado, envolvimento total e prazer (...) que perdemos a sensação de espaço e tempo". Na semana passada, o blog do site de aplicativos de produtividade Zapier publicou um guia com cinco passos para entrar em estado de fluxo. Parte dele é inspirado por um paper de 2014 de Csíkszentmihályi, segundo o qual existem critérios específicos que devem ser atendidos para que você possa entrar em fluxo:

1. Você deve ter metas claras e sensação de progresso.

2. Sua tarefa deve fornecer feedback claro e imediato.

3. Você deve estar em equilíbrio entre os desafios da tarefa em questão e suas próprias habilidades.

Entrevista de Alexandre Teixeira no Programa do Jô